YOGA

 

 NAMASTÊ

 MINHA ESSÊNCIA SAÚDA A TUA ESSÊNCIA!

(Aulas, veja agenda)

A palavra yoga vem da raiz sânscrita yuj que significa atrelar, unir, juntar. É um ensinamento prático e científico que inclui um sistema de exercícios que visam o controle físico e mental, além de proporcionar bem-estar, com o objetivo de realizar a união do espírito humano com o Espírito Universal. Seria então a união do ser individual  (jivatman) ao Ser Supremo (paratman)

Yoga chitta vritti nirodha (Yoga-Sutra I.2)“Yoga é a cessação (nirodha) dos vórtices (vrittis) da substância mental (chitta)”.

     O Yoga tem por objetivo promover condições mentais indispensáveis para que chitta (a substância mental) cesse todos os seus movimentos, os quais impedem o Eu Supremo (Purusha) de alcançar sua verdadeira natureza. A mente oscilante é o grande obstáculo à percepção do Eu Real. Segundo o Vedanta, este Eu é a base de tudo o que existe e sem esse Eu, que é consciência, a mente não seria possível, mas a mente não é real e encobre o Eu. Por essa razão o Yoga tem por objetivo interromper esse fluxo de pensamento e a identificação com a mente, percebendo assim a base da mente que é a consciência e alcançar o Samadhi (união, êxtase, superconsciência).

Yoga chitta vritti nirodha” (Yoga-Sutra I.2)“Yoga é a cessação (nirodha) dos vórtices (vrittis) da substância mental (chitta)”.

 O Yoga foi codificado por Patanjali no texto conhecido como Yoga Sutra, que ensina o Ashtanga Yoga (Yoga dos oito – ashta – membros – anga) ou Raja Yoga (Yoga Real).     Patañjali expõe o conhecimento nos quatro capítulos de seu Yoga Sutra. Eles são:1) Samadhi-pada, que estuda o conceito e as técnicas mais elevadas do Yoga;2) Sadhana-pada, que expõe o caminho geral que deve ser seguido pelo yogue, apresentando o conhecimento dos kleshas (obstáculos que sujeitam a mente e geram o sofrimento), e propõe as etapas iniciais (bahiranga) do método;           . 3) Vibhuti-pada, que ensina as etapas últimas (antaranga) do método, e sobre as perfeições (siddhis) ou poderes extraordinários que daí resultam;4) Kaivalya-pada, que trata dos problemas essenciais da filosofia, da natureza da mente e da libertação espiritual do yogue.

Raja Yoga ou Ashtanga Yoga - Yoga dos oito membros

O Yoga Sutra explica também os 8 membros (angas) do Yoga de Patanjali que são:Yamas (regras de conduta do homem com a sociedade) Niyamas (regras de conduta interna do homem com ele mesmo) Asanas (exercícios físicos) Pranayama (exercícios respiratórios) Pratyahara (abstração e interiorização dos sentidos) Dharana (concentração da mente) Dhyana (meditação) Samadhi (estado em que se destruiu a ignorância sobre nossa verdadeira natureza). 

     Yoga é um estado mental de supra-consciência onde o seu eu individual é dissolvido na “consciência cósmica”. O individuo passa a ser o observador, o objeto observado e a consciência sobre a observação. Tudo passa a ser uma coisa só. A mudança não ocorre de um dia para o outro, requer desenvolvimento, aprimoramento, prática regular e constante.      Há vários caminhos no Yoga, adequados ao temperamento de cada praticante: Karma-Yoga, Bhakti-Yoga, Jñana-Yoga, Hatha-Yoga, Kriya-Yoga, Laya-Yoga, Kundalini-Yoga, Raja-Yoga e muitos outros caminhos e derivações. Hatha Yoga     É o tipo de Yoga mais conhecido e difundido no ocidente por ser um Yoga vigoroso, de natureza principalmente física, que tem como base principal o uso de asanas, mudras e bandhas, bem como exercícios de respiração (pranayama) para preparar o corpo e desobstruir o sistema nervoso. Seus objetivos estão relacionados com o bem-estar físico e a saúde, beneficiando todo o sistema biológico, visando um desenvolvimento harmônico do corpo-mente e alma.

     A palavra Hatha significa a união entre “Ha” e “Tha”, isto é, o Sol e a Lua. Uma das forças vitais, o prana, é conhecido pelo nome do Sol, e outra das forças vitais, apana pelo nome da Lua. Em tal sentido, Hatha-Yoga expressa a união do Prana com o Apana. Isso possibilita adquirir um controle sobre si mesmo, perfeita concentração mental e desenvolvimento das potencialidades físicas e psíquicos. Numa etapa avançada, a prática de Hatha Yoga leva ao Raja-Yoga e ajuda o praticante a entrar em comunhão consciente com o divino, mediante o Samadhi, a desligar-se do domínio das forças da natureza (gunas), e alcançar Kaivalya, ou liberação.  Kriya Yoga     Kriya-Yoga é uma ciência antiqüíssima. Os antigos iogues descobriram que o segredo da consciência cósmica se liga intimamente ao domínio da respiração. Esta é uma contribuição sem par, e imortal, da Índia, ao tesouro de conhecimento do mundo.

     Nesse yoga o praticante executa uma seqüência definida de técnicas fornecida por um guru. São praticas (kriyas) muito potentes. É o Yoga para quem realmente quer “transcender”. O sistema consiste em técnicas yóguicas que aceleram o desenvolvimento espiritual e ajudam a alcançar um profundo estado de tranquilidade e comunicação com o divino. Kriya Yoga é um método simples, psicofisiológico, pelo qual o sangue humano se descarboniza e volta a oxigenar-se. Os átomos deste extra-oxigênio transmutam-se em corrente vital para rejuvenescer o cérebro e os centros da espinha. 

     O Kriya Yogi dirige mentalmente sua energia vital para cima e para baixo, a fim de fazê-la girar em torno dos seis centros espinhais (plexos medular, cervical, dorsal, lombar, sacro e coccígeo) purificando todos os nadis e chakras. Esta antiga técnica iogue converte a respiração em substância espiritual.  Bhakti Yoga      É o caminho do Yoga Devocional, do amor à divindade. A palavra Bhakti origina-se da raiz “bhaj”, tendo a intenção de “ligar a Deus”. Bhajan, adoração, Bhakti, Anurag, Prema, Priti, Suddha Prema, são considerados sinônimos. Bhakti é o amor divino (prema), sem pedir nada, sem nenhum desejo de recompensa.      Através de Bhakti Yoga, do caminho de Prema ou Amor, através de sua devoção, sentimento, emoção, oração, fé, adoração, o praticante conecta seu coração a Deus. Bhakti é o supremo amor por Deus. É uma chuva espontânea de Prem em direção ao Amado. É uma ação pura, livre de egoísmo, plena de amor divino, e não há nenhum tipo de negociação ou expectativa de qualquer coisa e tampouco medo.

     Na tradição indiana, o praticante do Bhakti Yoga se dedica à divindade com a qual tem maior afinidade, que pode ser masculina ou feminina.      Bhakti está geralmente associado ao Karma-Yoga (ver abaixo), que se desenvolve o amor ao próximo, a caridade e a reconciliação através da prestação de serviços altruísticos. A vivência destes elevados propósitos conduz o praticante à libertação. Karma Yoga     Karma Yoga, ou Yoga da Ação é a Yoga do reto agir, é a consagração de todas ações e de seus resultados, de todas as suas atividades diárias para o divino. É a execução destas ações de forma consciente e enfatizando a união com o Divino em tudo, removendo o apego, permanecendo sempre equilibrado, no sucesso ou no insucesso. Esse processo purifica o coração e prepara o Antakharana (o coração e a mente) para a recepção da Divina Luz, ou obtenção do conhecimento do Ser. O ponto importante é este: serviço para a humanidade sem qualquer apego ou egoísmo. Os praticantes desse tipo de Yoga procuram atuar corretamente no mundo, tanto nas coisas materiais como espirituais, são pessoas de natureza altruísta. 

Kundalini Yoga      Segundo Swami Sivananda, Kundalini yoga é o yoga com ênfase em asanas e canto de mantras para elevar Kundaliní do primeiro para o sétimo chakra, situado no alto da cabeça.      É praticado pelos estudantes com a finalidade de despertar a Kundalini, ou energia primordial da Shakti, que se encontra numa cavidade triangular chamada “triângulo celestial” (trikona) no Chakra básico (Muladhara), em estado potencial ou adormecido  e conduzi-la pelo canal principal (sushumna) até o Sahasrara Chakra, e assim a Shakti  se une com o Senhor Shiva no topo da cabeça.

     O Yogi abre a boca de sushumna mediante o Pranayama, os Bhandas e os Mudras, e desperta a Kundalini adormecida. A Kundalini não permanece muito tempo no Saharara, pois sua permanência depende do grau de pureza do Sadhana, da fortaleza espiritual e introspectiva do praticante de Yoga. Muitos estudantes não passam além dos Chakras inferiores e, por tal razão, não prosseguem em seus intentos de alcançar o Sahasrara.      Swami Sivananda diz que a mente, o Prana, o Jiva e a Kundalini se movem em conjunto até o alto. Em suma, o praticante demandará ajuda introspectiva, quando se move de Chakra em Chakra; em tal estado uma voz misteriosa, um força mais misteriosa ainda, o guiarão em cada passo. Será necessário em cada caso possuir uma fé perfeita e equilibrada na Divina Mãe. Ela é quem guia o Sadhaka. É ela que conduz seu filho de Chakra em Chakra. Sintamos seu caloroso abraço. Sintamos sua Graça em cada passo. Falemos como se fôssemos crianças. Abramos-lhe plenamente nossos corações. Sejamos simples e cândidos. Digamos-lhe fervorosamente: “Mãe Divina, eu sou Teu; Tu és meu único refúgio e sustentação. Protege-me; Tem piedade de mim”.     Todas nossas dúvidas se dissiparão com o conjuro de nossas preces. Sem a Sua graça nos resultará impossível avançar, ainda que seja uma polegada, no sendeiro do Shushumna, até o Sahasrara que quando ascende, inunda os Chakras com o néctar da refulgência.     A intrepidez, o imperturbável estado mental, a ausência de paixão e desejos, a constante introspecção, a concentração, a felicidade espiritual, paz, íntima fortaleza, discriminação, o equilíbrio e ajuste da mente, a inquebrantável fé na existência do Senhor Supremo (Ishvara), devoção, firmeza mental, domínio dos Asanas, pureza, as ânsias infinitas de liberação, misericórdia, doce voz, brilho nos olhos, serão os sinais indicadores do despertar de Kundalini, e que o Sushumna perfurou o Chakra Muladhara. Quanto mais ascende esta força, tanto mais forte será a experiência espiritual, e a evidência das qualidades e dos sinais de tão sublime despertar.

     A Kundalini, em última instância, se une com seu Senhor Parama Shiva e é então quando o Nirvikalpa Samadhi tem lugar. É neste momento quando o Yogi alcança a Liberação e o mais elevado conhecimento e felicidade. Jñana Yoga     É um sistema de yoga que busca a comunhão com o divino pela via do conhecimento da Verdade e da Sabedoria. Jñana é obtido pelo intermédio do Conhecimento do Ser. 

     Após adquirir instrução teórica, o praticante busca conhecer a verdade diretamente por meio da experiência intuitiva, cortando o véu da ignorância pela meditação no Ser. Seus métodos, através de questionamento (vichara), discernimento (viveka), reflexão, análise, investigação, austeridades, ética de conduta, estudos e da meditação, tem como meta a compreensão da Divindade, da Sua manifestação cósmica. Então o praticante irá brilhar em sua pureza e Divindade. Tantra Yoga     É um caminho ligado ao domínio das energias latentes do ser humano, que também desperta o chamado “fogo sagrado” (a kundalini), ou a “serpente que jaz adormecida” no cóccix. O Tantra Yoga coloca ênfase especial no desenvolvimento dos poderes latentes nos seis Chakras, do Muladhara ao Ajña. O Kundalini Yoga pertence ao Sadhana Tântrico, o qual fornece uma detalhada descrição sobre o poder serpentino e os Chakras (plexos). O Sadhana Tântrico desperta Kundalini, e faz com que ela se una com o Senhor Sadashiva, no Sahasrara Chakra. O método adotado para alcançar este fim no Sadhana Tântrico é a repetição (japa) de mantras como o Nome da Grande Deusa e vários rituais. 

     O Tantra, em alguns dos seus aspectos, é uma doutrina secreta, é um Gupta Vidya. Você não poderá aprender sobre esses aspectos do estudo de livros. Você precisará adquirir o conhecimento e a prática de um Tantrika prático, o mestre Tântrico, e de Gurus que possuem a chave para isto. O estudante tântrico deve doar-se com pureza, fé, devoção, dedicação ao Guru, com ausência de paixão, humildade, coragem, amor cósmico, honestidade, contentamento, e sem cobiça. A ausência destas qualidades no praticante significa um grosso e mau uso do Shaktismo.  Laya Yoga     O Laya Yoga, segundo Swami Sivananda, é também um tipo de Kundalini Yoga. “É o processo de transmutar a energia física em luz (ojas). A consciência humana é levada através de graus diferentes de percepção até que se una ao Absoluto”. Trata-se de uma modalidade de controle da natureza mental, partindo do pressuposto que se podem dominar as funções físicas e psíquicas e, assim, eliminar todos os bloqueios e barreiras no caminho espiritual.

     A sua prática implica em pranayamas e bhandhas. Apenas o praticante pode sentir seus efeitos. O praticante desta técnica geralmente encontra-se sentado. Isso levou muitos livros a sugerirem que a postura sentada seja a melhor maneira de se praticar Yoga – imagem que se transformou no estereótipo ocidental do praticante de Yoga. Essa técnica consiste em práticas de respiração para eliminar as desarmonias físico-psíquicas, dominar o corpo físico, permitir ao Espírito Divino, que está eternamente unido ao ser, manifestar-se. Raja Yoga      O Raja Yoga, Dhyana Yoga,  “Yoga real” ou “união real”, é um dos caminhos do yoga que se utiliza do domínio interno das atividades mentais, portanto é voltada para pessoas que tenham uma tendência à meditação. Através do Raja Yoga, pela reta-ação da mente, tornando-a introvertida, controlando e superando sua natureza e tornando-a estável, concentrando-a e meditando, o praticante atravessa o véu da ignorância e atinge a iluminação.

     É considerada a síntese dos Yogas. Seu objetivo é a comunhão com o Divino, através da prática da meditação, conduta ética, serviço impessoal no mundo e veracidade. Nela estão incluídos os sistemas Karma (reta ação), Jñana (sabedoria) e Bhakti (amor). A prática do Raja Yoga consiste em pranayamas (controle do alento), irradiação de amor universal, namaskara (rendição total e irrestrita a Deus) e a compreensão do bhavana (conceito da Unidade Divina). A meditação proporciona ao praticante o despertar das potencialidades latentes e divinas do ser.

 

A árvore do yõga.

   

O corpo conhece o tato; a lingua, o paladar; o nariz, aromas; os ouvidos, sons; os olhos, formas;mas os homens que não conhecem o profundo de  Si Mesmo não captam esse Supremo.

Os 8 “angas” de Patanjali

Foto: ASTANGA YOGA> O Yoga Sutra é a obra clássica autorizada pela tradição antiga da Índia, codificada por Patanjali (200 a.C.), como sendo o fruto das profundas investigações filosóficas do período áureo da tradição hindu. Patanjali compões de forma sistemática todo o ensinamento do Yoga Clássico em 196 sutras, abordando métodos e práticas que elevam o praticante ao total domínio da mente. Seu principal objetivo é conduzir o aspirante ao estágio final, que é a Autorrealização. Patanjali passa o ensinamento do Yoga Sutra em quatro capítulos: Samadhi Pada (o caminho da iluminação), Sadhana Pada (o caminho da prática), Vibhuti (o caminho dos poderes) e Kaivalya Pada (o caminho da libertação). No final do segundo capítulo e início do terceiro, Patanjali descreve os oito passos que compõem o método de autorrealização, também chamado de ASTANGA YOGA. 1. YAMA> (Conduta Moral e Ética) ° Ahimsa - não violência ° Satya - verdade ° Asteya - não roubar ° Brahmacarya - domínio da energia ° Aparigraha - não possessividade 2. NIYAMA> (Conduta Disciplinar) ° Sauca - pureza ° Santosa - contentamento ° Tapa - auto-esforço, perseverança ° Svadhyaya - auto-estudo ° Isvara-pranidhana - entrega ao absoluto 3. ASANA> (Posturas) 4. PRANAYAMA> (Domínio do prana - energia vital) 5. PRATYAHARA> (Recolhimento dos sentidos) 6. DHARANA> (Concentração) 7. DHYANA> (Meditação) 8. SAMADHI> (Êxtase)

        Para se atingir o caminho de felicidade, liberdade e bem estar propiciado pelo estado de Yoga (união corpo – mente – espírito), se faz necessária a prática persistente (abhyasa)  e o desapego às causas de desejos (vayraga). Na obra “Yoga Sutras” de Pantajali (séc. III a.C.), o Yoga é apresentado em oito instrumentos ou passos, que vão partindo dos aspetos externos (desde Yama) aos mais internos (até Samadhi).        As etapas são: 

YAMA – restrições voltadas a impedir práticas prejudiciais;

NIYAMA – prescrições motivadoras de práticas causadoras de benefícios;

 

ASANA posturas em condições estáveis e confortáveis;

PRANAYAMA – controle e superação da necessidade respiratória;

PRATYAHARA – identificação e afastamento das manifestações sensoriais;

DHARANA concentração da mente sobre um objeto;

DHYANA – meditação;

SAMADHI – estado de identificação, união.   

     Yoga é assim tanto o objetivo final como indicação do seguinte

Processo:

Em yama e em niyama há o reconhecimento de nossos hábitos e padrões; em asana, há superação das tensões e adequação corporal; em pranayama, há o reconhecimento  e extensão da energia vital; em pratyahara há superação das  percepções exteriores; em dharana obtém-se o direcionamento da mente sobre um único foco; e em dhyana há superação de todas as distrações externas com o foco na lucidez sobre um ponto observado com completa isenção. Isso nos leva a samadhi,  estado de êxtase no qual a consciência se projeta e se funde ao Todo, tornando-se temporariamente una com todo o Universo, com Deus, liberando-se do conceito de tempo, espaço e forma, com a sensação de completa compreensão da Verdadeira Realidade.          Os passos podem ser melhor compreendidos com uma representação:

Aqui temos o Yoga e seus passos representados por uma árvore na qual as raízes e o tronco são as disciplinas éticas, “Yama” e “Niyama”, os ramos correspondem aos

Asanas” que sustentam as folhas,

“Pranayama”. O córtex, isolando o caule do exterior é

Pratyahara”, que permite que “Dharana”, aqui a seiva, leve a germinar as flores,

“Dhyana”, culminando com os frutos

“Samadhi”.

Yama e Niyama

Os yama e niyama são os primeiros dois angas dos ashtângas e considerados importantes no yoga.

Neste artigo, escrevo as minhas percepções de sua aplicação à prática de hatha yoga.

Quando começei a praticar o yoga, ao princípio tive grandes dificuldades em concentrar-me na respiração e também em ligá-la aos movimentos, talvez como muitas pessoas quando começam a praticar.

Levei algum tempo a compreender que para praticar temos que ter sempre em mente os yama e niyama se quisermos fazer progressos tanto fisícos como espirituais.

Há algum tempo comprei o livro “Yoga Self-Taught” de André Van Lysebeth, onde este descreve em grande detalhe os benefícios de Surya Namaskar e como este deve ser executado.

Numa das indicações, está declarado que ao fim de seis meses de prática, deveria ser possível fazer 40 Surya Namaskaras em 10 minutos.  Após muitos anos de prática, eu estava longe de conseguir fazer isto, sempre achando que ’40′ foi um erro tipográfico. 

Contudo, recentemente soube que este não era o caso e parecia que estava na altura de ver quantos, de facto, conseguia fazer, mas com consciência que seria essencial aplicar os yama à prática, principalmente o de ahimsâ se queria alcançar os seus benefícios.

A dado momento tinha consciência que o corpo estava leve e todos os movimentos fluiram de um modo natural, sem esforço.A nossa prática passa por três fases: a primeira é o desejo consciente de conseguir algo; a segunda é a quietude interna, onde já não nos preocupamos em alcançar o nosso desejo, ou seja, esta é a fase quando o ego se solta do desejo.

É na terceira fase que a inteligência profunda do corpo assume o ‘comando’ e os estados de pratyâhâra e dhârâna são alcançados.

Aliar os movimentos à respiração é uma forma de entrar nestes estados e com as repetições dos Surya Namaskaras penso que este processo foi facilitado.    

         Os Yoga-Sûtra foram escritos em Sânscrito e existe um grande número de traduções, em várias línguas, alguns com comentários sobre o sentido das palavras neles contidas.

No seu livro, O Ioga, Tara Michael escreve sobre “As oito etapas de Ioga” no capítulo 3, páginas 86 a 118Baseando-me nas suas palavras e comentários, inclui neste texto uma parte destes comentários referente a cada um dos yamas e niyamas. Em seguida tentarei mostrar como os devemos aplicar à prática do âsana, com base na minha própria experiência de praticar e estudar o yoga.

-Yama (refreamentos)“Os «refreamentos» (yama) palavra que deriva de uma raíz YAM, que significa refrear, domar, dominar, referem-se ao domínio dos impulsos naturais inerentes a todos os seres vivos, comuns ao homem e ao animal”.[1]

Os yama são o código de ética pelo qual devemos guiar a nossa vida para conseguirmos viver em paz e harmonia com tudo e todos que nos rodeiam; também os devemos aplicar à nossa prática diária de âsana com o objectivo de atingir o mesmo sentido de paz e harmonia e para evitar entrarmos em conflito com nós próprios. Procuramos segui-los, voluntariamente e com alegria, sentindo como a sua força positiva nos traz a autodisciplina que nos leva aos objectivos, sendo a razão pela qual praticamos o yoga. Os yama complementam-se e não conseguimos realizar um sem realizar os outros.
Ahimsâ (não violência):            “Não querer infligir nenhum mal a nenhum ser vivo.            Esta regra implica não só a abstenção de assassínios ou actos de violência, como ainda de qualquer acto nocivo, em pensamentos, palavras ou actos”.[2]

Ahimsâ é o alicerce da prática de yoga e é também o yama no qual todos os outros têm a sua raíz. Na prática dos âsana, procuramos não forçar o corpo para além dos seus limites. Tornamo-nos violentos com nós próprios quando não aceitamos esses limites, podemos até causar lesões que levam tempo a sarar. Acabamos por limitar o corpo em vez de o deixar beneficiar dos âsana e ao limitá-lo, ficamos impossibilitados de sentir os seus verdadeiros efeitos. O desconforto de forçar o corpo causará perturbações na mente, já não iremos conseguir mantermo-nos no momento, desligados do exterior, nem de manter os angas de pratyâhâra e dhârâna. No momento que começamos a aplicar os conceitos do ahimsâ, os outros yama seguirão naturalmente, sem aparente esforço da nossa parte.

-Satya (verdade):            “Não se afastar da verdade.            Obrigação não só para com outrem, mas também para com nós mesmos: fazer corresponder à verdade as nossas palavras e os nossos pensamentos.”[3]

No âsana, satya quer dizer aceitar o corpo e os seus limites tal como estão. Mantemo-nos abertos à verdade sobre nós próprios para aprender a sentir o corpo e aceitar as mensagens que nos envia. Está ligado ao primeiro yama, o de ahimsâ, não-violência, porque se não aceitarmos a verdade sobre nós próprios, entramos num estado de autoviolência, negando a possibilidade de beneficiar dos resultados duma correcta prática de yoga.

Asteya (não roubar):    

       “Não se apoderar ilegalmente de nada que vos não pertença.            Esta obrigação inclui a abstenção do roubo, e também da cobiça, ainda que sob a forma do desejo.  Tudo o que um homem possui pertence-lhe porque o ganhou, talvez numa vida passada, e ninguém tem o direito de lho tirar.  Não se pode tomar aquilo que não foi dado, aquilo que não foi obtido por meios justos ou aquilo a que se não tem direito, por estatuto ou função. Este refreamento permite-lhe manter a sua próprio dignidade.”[4]

-Asteya quer dizer que devemos ter o cuidado de não roubar a nós próprios durante o âsana devido aos desejos que nos levam a querer conquistá-lo a todo o custo. A tentativa de o conquistar forçosamente gera a possiblidade de criar lesões. Também nos roubamos da possiblidade de ficar no momento e assim nunca teremos a possibilidade de experimentar as consequências de praticar yoga.


04-
Brahmacarya (continência):

 

  “A continência.O sentido da palavra «brahmacarya» é «caminhar com brahman», «viver com o sagrado», e esta palavra designava o período da vida do brâmane durante o qual este se consagrava exclusivamente ao estudo dos Veda, aos pés dum mestre. A castidade era uma das disciplinas exigidas ao estudioso brâmane, equiparando-se ao controlo que tinha de exercer sobre todos os outros órgãos de sensação e de acção.”[5]

No âsana isto quer dizer que temos que nos conter contra os excessos, mantendo-nos no momento, com a nossa atenção voltada para toda a acção do âsana e os seus efeitos no corpo. Procuramos não ultrapassar as nossas capacidades físicas, mantendo-nos atentos ao momento em que podemos aprofundar mais o âsana tentando perceber quando temos que sair para não nos cansar e diminuir os seus efeitos. Controlamos todo o movimento, sem infligir qualquer exigência que o corpo não consiga executar.

 

-Aparigraha (desapego):       

     “Não ser possessivo.Este refreamento tem por finalidade pôr termo à procura de objectos que proporcionem gozo e poder. O homem tem tendência para acumular indefinidamente os bens materiais, e o tempo e a energia desperdiçados na aquisição e na preservação de bens supérfluos são subtraídos à prática ióguica”.[6]

Não devemos tentar possuir os objectivos nem os resultados da prática, senão invalidamos os efeitos conseguidos e deixamos o ego tomar conta de toda a acção.  Devemos começar cada âsana como se fosse a primeira vez que o executamos, deixando para trás tudo o que temos conseguido ou sentido em qualquer outro momento.

Niyama (Observâncias)          

  “As «observâncias» (niyama) constituem a segunda etapa do Ioga.  Enquanto que os yama eram de carácter negativo e incidiam principalmente no aspecto da harmonização das relações do homem com a sociedade humana e o mundo dos seres vivos em geral, os niyama são de carácter positivo e construtivo visando a organização da vida interior, pessoal. Não basta impor limites ao comportamento exterior, é também necessário reestruturar a personalidade profunda por intermédio de cinco «observâncias», que devem ser praticadas com regularidade, dia após dia.”[7]

Quando seguimos e interiorizamos os yama, conseguiremos alcançar a harmonia entre a respiração e o movimento que leva ao apaziguamento da mente. Isto deixar-nos-á alcançar o segundo anga, os niyama que são como uma extensão dos yama, e a sua aplicação ajuda-nos a aprofundar a nossa prática com mais consciência.


Çaucha (purificação):

   “A purificação.Aquele que aspira a ser um yogin tem de observar preceitos de higiene corporal externa, mas também de proceder à purificação interior dos seus órgãos, regulando correctamente a sua maneira de viver. A força, a clareza e a subtileza do pensamento dependem em grande medida da qualidade do corpo, pelo que o yogin precisa de ter um corpo harmonioso e puro, que seja um instrumento simultaneamente sensível e sólido.”[8]

O correcto desempenho do âsana tem um efeito de limpeza interna no corpo através dos alongamentos e as compressões alternados dos músculos do abdómen que ajudam na eliminação das toxinas que se tenham acumulado. Também no âsana devemos procurar manter a mente num estado de perfeita consciência, atentos para percebermos a diferença entre forçar o corpo ou desafiá-lo. Isto é essencial para não nos lesionarmos e também para não perdermos a capacidade de fluir com o momento deixando de sentir os benefícios do âsana.


Samtosha (contentamento):        

    “O contentamento.O contentamento é a capacidade que o yogin tem de extrair sempre uma plenitude de alegria de tudo aquilo que tem e que é, sem que nenhuma provação exterior ou dificuldade interior possa afectar a sua serenidade.”[9]

O contentamento é também uma expressão da renúncia. Devemos procurar entregarmo-nos com dedicação à nossa prática, sem estar à espera de conseguir os nossos objectivos. Devemo-nos contentar tanto com o que não conseguimos fazer como com aquilo que fazemos com êxito, e assim será possível mantermos a nossa serenidade sem qualquer esforço.
Tapas (esforço sobre si):

   “O esforço sobre si mesmo.Não é possível praticar o Ioga sem a determinação de envidar todos os esforços, de mobilizar toda a energia e atenção para atingir a finalidade visada.”[10]

Temos que manter a nossa prática com dedicação, perserverança e paciência respeitando os princípios que temos aprendido como estudantes/praticantes de yoga. A prática de tapas é algo mais subtil do que o nome pode parecer indicar. O esforço que aplicamos sobre nós mesmos durante a prática de âsana e prânâyama, não quer dizer um esforço prejudicial, mas é feito com consciência; mantemo-nos cientes das nossas limitações e aprendemos a diferença entre desafiar e forçar demasiado. O primeiro leva-nos à meta de yoga, mas o segundo pode conduzir à lesão. Através de manter uma prática regular, sentiremos a necessidade de continuar o esforço sobre nós próprios para aprofundar ainda mais o nosso conhecimento acerca de nós próprios e também de todos os aspectos de yoga.

Svâdhyâya (estudo)        

    “O estudo.Para o yogin, o svâdhyâya é o estudo dos textos tradicionais relativos à Libertação. Todos os tratados que ensinam os diferentes aspectos do Ioga lhe devem ser familiares, como na aprendizagem de qualquer outra ciência.”[11]

Para aprendermos um âsana, temos primeiro que procurar quem nos ensine a executá-lo corretamente e com segurança. Para executar o âsana, procuramos encontrar a posição e o alinhamento correto ao observar e ouvir o que nos está a ser ensinado. Depois de o aprender, não precisaremos da ajuda exterior, e através da interiorização iniciamos o auto-estudo.  Como o estado do corpo e a mente estão em constante mudança, toda a aprendizagem se torna nova em cada momento, tornando o estudo do âsana, do corpo e mente necessário a cada execução.  


Içvara-pranidhana (consagração de Deus)     

       “A consagração de Deus.A última das «observâncias» é Içvara-pranidhana, « a oferenda de todas as suas acções a Deus», literalmente a acção de depor (nidhana) toda a acção diante (pra) do Senhor (Içvara), de a colocar a seus pés.”[12]

No âsana, a oferenda é vista como sendo toda a nossa prática, começando com a pequena saudação que fazemos no início. É o acto de entrega total a todo o processo da nossa prática. Se conseguirmos entregar-nos, a nossa prática desenvolver-se-á naturalmente sem esforço e sem ego. No seu livro “Yoga: The Spirit and Practice of Moving Into Stillness”, Erich Schiffmann oferece-nos as seguintes palavras para explicar a aplicação deste niyama na nossa prática:“……a melhor maneira de nos preparar mentalmente para a prática correcta de yoga é de pensar nela como se fosse o nosso tempo de comunhão e renovação. 

Pensem no corpo como sendo o templo ou lar de Deus individualizado, Consciência em expressção específica, e de cada âsana como uma oração. Aprenda a fazer cada postura como se fosse o centro de toda a vida e de todas as outras posturas.  Cada postura que fizermos automaticamente sugerirá todo o universo do qual é uma parte. Não há nada que exista em isolamento. Os mestres antigos sabiam isto perfeitamente. Este é o segredo de yoga.[13]

Tal como outros recém chegados ao yoga, tinha o desejo de conseguir progressos tanto físicos como espirituais.  Mas agora percebo que estes desejos que todos nós temos, ao longo do tempo começam a ganhar outra dimensão, uma maturidade que nos deixa compreender que nada devemos desejar e nem temos objectivos para atingir. Simplesmente temos que nos entregar a todo o processo que o yoga nos traz para nos mantermos no momento. Com o tempo, vislumbraremos a nossa verdadeira natureza.

  Se conseguirmos entregar-nos, a nossa prática desenvolver-se-á naturalmente, sem esforço e sem ego.Hoje, também percebo que nos yama e niyama, Patanjali deu-nos as ferramentas para conseguirmos praticar os âsana e prânâyama com consciência e segurança. Ao manter o uso correcto destas ferramentas, cada estudante/praticante fará com que o yoga nasça dentro dele, renovado a cada momento, conseguindo a síntese de corpo e mente, com a transformação do eu como resultado.

Foto: TODO DIA É DIA DO SER!</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>"Porque o trabalho a fazer com a Mulher em si não depende de cosmogonias nem da explicação dos universos paralelos para acontecer...nem do futuro, mas de cada uma e em cada dia da nossa vida."</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>"Uma mulher carrega todas as mulheres do mundo na sua essência.<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Uma mulher vive dentro da outra.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>A natureza feminina espelha a beleza da vida, da grande Mãe<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> Quando uma mulher não consegue harmonia com outras mulheres,<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> ...<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> ela perde o contato com a beleza da sua alma.</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Há mulheres que cultuam os homens e esquecem que no olhar da outra mulher<br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> está a beleza dos olhos da Mãe Divina."</p><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /><br /> <p>Alôha, a todas as mulheres que correm com lobos...Sem alicerces firmes, uma casa não pode ficar de pé. Sem a prática dos princípios de YAMA e NYAMA, que proporcionam firmes alicerces para edificação do caráter, não pode haver personalidade integrada. A prática dos ásanas sem o suporte de yama e nyama é mera acrobacia (Iyengar, em A Luz da Ioga).

As qualidades exigidas de um aspirante são: disciplina, fé, tenacidade e perseverança para praticar o yoga regularmente sem interrupções.

Antes de iniciar a prática de ásanas, a bexiga deve ser esvaziada, assim como os intestinos. As posições de cabeça para baixo ajudam nos movimentos peristálticos.

As posturas devem ser executadas de estomago vazio. Se for difícil faça um lanche leve.

1.     Lembre-se de que você é responsável pela integridade e a saúde do seu corpo. Cada aluno tem a incumbência, de fazer exames médicos antes de iniciar a prática. Se você tiver algum problema de saúde ou contra-indicação médica, não deixe de avisar

.2.     Mesmo sendo saudável, não pratique ásanas se tiver febre, gripe, enxaqueca ou qualquer outra doença passageira.

3.     Se você for mulher e estiver entre o primeiro e o terceiro dia do seu período menstrual, deverá considerar a possibilidade, por motivos energéticos, de evitar as posturas finais de inversão sobre os ombros ou sobre a cabeça, ou outras em que o útero fique acima do coração. Embora haja muitas mulheres que não interrompem a prática dessas posições durante este período, há algumas que se sentem muito desconfortáveis ao fazê-las. Veja se esse é o seu caso.

4.     Compareça às aulas regularmente. Somente a prática constante irá proporcionar mudanças profundas no seu corpo e na sua mente.

5.     A pontualidade é muito apreciada. Caso chegue atrasado à aula, entre em silêncio, evitando fazer barulho. Se você precisar sair antes do final da prática, faça-o antes do relaxamento final.

 6.     Lembre sempre de desligar o celular ao entrar no centro de yoga.

7.     Antes da prática coma algo leve e em pequena quantidade (frutas são uma boa opção), lembrando sempre de mastigar bem. Prefira os líquidos e hidrate-se antes de começar.

 8.     Quando possível adquira seu próprio tapetinho de prática (Mat) que deve ser de um material antiderrapante, medindo 1.70m comprimento e a largura pode variar de 60 a 70 cm. É importante ter seu próprio tapetinho por questões de higiene e energéticas, já que na prática do yoga você transpira muito e trabalha sua energia física, emocional e mental que fica no seu tapetinho.

 9.     Escolha, para praticar, uma roupa leve e confortável, que não impeça a circulação sanguínea e que lhe permita ter liberdade de movimentos. Antes da prática, tire relógio, pulseiras ou colares que impeçam o movimento.

10.    Se algum exercício produzir dor ou desconforto, evite fazê-lo nas próximas práticas. Ouça o seu corpo. Seja natural e aprenda a usar a intuição e a aplicar a espontaneidade nas práticas. Esforce-se, mas não force os seus limites. Persevere, mas não se torture. Desfrute a prática!

11.    Observe a atitude com que você entra na prática: evite a competição, seja com os demais, seja consigo próprio. Evite também comparar seu rendimento de hoje com o de ontem.

12.    Evite exageros e mantenha-se consciente o tempo todo: use o bom senso!

13.    O Yoga é uma filosofia de vida que tem como objetivo unir os poderes do corpo e da mente. É sempre um prazer compartilhar com você o conhecimento desse universo, tão vasto e profundo. Informe-se sobre livros, cursos, palestras e encontros, essenciais para um melhor entendimento e aprofundamento no Yoga. Nós do Ananda Surya estamos sempre disponíveis para responder as suas dúvidas.

  Boa Prática!!!!

Escute o seu corpo, ele nunca mente.

Lembre-se do ditado: O corpo fala.

SURYA NAMASKAR Saúdação ao SOL.

Criada pelos antigos mestres para celebrar a natureza, a Surya Namaskar, ou Saudação ao Sol, é uma das mais populares sequências de movimentos do yoga. Nas próximas páginas, você vai descobrir seu rico simbolismo e aprender a praticá-la

A milenar sabedoria indiana nos ensina que o Sol é o coração do nosso mundo. Não só do mundo material, gerando luz, energia e calor para a Terra, mas também do mundo espiritual. Segundo os antigos mestres yogues, todas as pessoas têm uma espécie de “sol interior“, que pode ser interpretado como nosso espírito  e que deve estar sempre em contato com o Sol exterior, a força capaz de integrar todos os homens por meio de sua luz, poder e grandeza. Por tudo isso, nada mais justo do que celebrar todos os dias o nascer e o pôr-do-sol. E justamente com esse intuito foi criada a Surya Namaskar, ou Saudação ao Sol, uma das mais célebres sequências do yoga.

A Saudação ao Sol ou Surya Namaskar é uma sequência de posturas coordenadas com os movimentos da respiração Ujjayi Pranayama.O importante é buscar um alinhamento entre os movimentos do corpo e da mente, e da respiração, trazendo assim um aquietamento de pensamentos e emoções.Além de ajudar a aquecer, alongar e fortalecer o corpo, regula a secreção hormonal e trás a sensação de tranquilidade.A Saudação ao Sol deve ser feita com humildade, força de vontade e concentração.Savitri – o deus védico do Sol, ou melhor, a inteligência que está por trás do Sol e de toda a criação.Savitri é a fonte de todas as formas de vida, a própria inteligência que anima o seu corpo e graças à qual você existe.Quando praticado de forma dinâmica, com movimentos ágeis e intensos, o Surya Namaskar estimula a Pingala Nadi – lado direito da coluna, gerando calor e movimento no organismo.Quando praticado de forma mais tranquila e lenta, estimula a Ida Nadi – lado esquerdo da coluna, gerando calma e introspecção.Em ambos os casos, a prática estimula a ação do Muladhara Chakra, o nosso Sol pessoal.

Fonte: Pedro Kupfer, Yoga PráticoSolange Christtine Ventura
http://www.curaeascensao.com.br

Saudação a Lua (Chandra Namaskara)

1. Gesto da Saudação: Namaskar Mudra.

Sentado no solo, esticar as pernas unidas, juntar palmas das mãos no centro do peito em Pronam Mudra.

2. Postura da meia-lua aberta – Ardha Chandra Purvottanasana.

Expirar esvaziando completamente os pulmões.

Inspirando, subir os braços à frente do corpo e inclinar o tronco para trás. O rosto fica voltado para cima.

3. Postura da meia-lua fechada – Ardha Chandra Paschimottanasana

Expirando, flexionar o tronco à frente, levando as mãos sobre os joelhos e a testa sobre as mãos.

4. Postura do barco – Navasana.

Inspirando, levantar o tronco, inclinando-se para trás, pernas esticadas e erguidas, braços esticados paralelos ao solo com as mãos à altura dos joelhos.

5. Postura da pilastra – Sthambasana.

Expirando, descer o tronco até o chão, mantendo as pernas erguidas e esticadas, perpendiculares ao solo.

6. Postura sem apoio. Niralamba Sarvangasana.

Inspirando, levantar o tronco e as pernas, até ficar perpendicular ao solo, numa linha reta, os braços estendidos ao solo.

7. Postura do arado – Halasana.

Expirando, descer as pernas esticadas, apoiando os pés no solo atrás da cabeça.

8. Postura do sulco – Sitasana.

Inspirando, levar os braços em direção a cabeça, dobrar os joelhos e abraçar as pernas.

9. Postura do barco – Navasana.

Expira, e inspirando, rolar o tronco para frente, deixando um pouco inclinado, voltando a postura nº4.

10. Postura da pinça – Paschimottanasana.

Expirando descer as pernas unidas e esticadas ao solo, flexionando o tronco de modo que as mãos seguram os pés.

11. Postura da meia-lua aberta – Ardha Chandra Purvottanasana.

Inspirando subir o tronco e os braços à frente do corpo, voltando a postura nº2.

12. Postura do gesto da sudação a Lua – Chandra Namaskar.

Expirando, juntar as mãos no centro do peito, dobrar os joelhos, juntando as plantas dos pés.

Namastê !

 

SEQUÊNCIA DE ASANAS

 


ANJALI MUDRÁ

 Gesto de Saudação

Benefícios: Reduz o estresse e a ansiedade , acalma o cérebro, aumenta a flexibilidade nas mãos, nos dedos, nos punhos, e nos braços e abre o coração


TADÁSANA

 Postura da Montanha

Benefícios: Reforça o senso de equilíbrio e todo sistema nervoso central; Aumenta a força mental; É utilíssima para quem tem problemas de vertigem e insônia.


VRKSASANA

  Postura da Árvore

Benefícios: As pernas são fortalecidas, o corpo é alinhado e a mente é relaxada devido à estabilidade física que é atingida.

     UTTHITA TRIKONASANA

 Postura do triângulo estendido

Benefícios: Aumento da flexibilidade e o fortalecimento das pernas e quadris, o alongamento da coluna, cintura e tronco, além da expansão da caixa torácica e o trabalho de equilíbrio e concentração. Acalma o sistema nervoso; indicado para os casos de taquicardia e hipertensão arterial, diminui as dores na região lombar.


UTTHITA PARSVAKONASA

 Postura do ângulo lateral estendido

Benefícios: Fortalece os tornozelos, joelhos e coxas, desenvolve o tórax e reduz a gordura à volta da cintura e quadris, alivia dores ciáticas e artríticas.

   VIRABHADRASANA  II

     Postura do herói II

Benefícios: Postura intensa que trabalha ativamente a base do corpo e o fortalecimento das costas, abdômen juntamente com a abertura peitoral. Melhora a digestão.


PARSVOTTANASANA

 

  Postura de Extensão Intensa dos laterais

Benefícios: Fortalece e alonga pernas, quadris e coluna. Com a contração abdominal intensa os órgãos desta região são massageados e fortalecidos. Ombros caídos são corrigidos e a caixa torácica é expandida, o que torna a respiração profunda mais fácil.


UTTANASANA

Benefícios: Rejuvenesce os nervos da coluna, alonga toda a cadeia posterior do corpo. É aconselhável para dores de cabeça e de estômago. As pessoas que sentem a cabeça  pesada, congestionada ou qualquer outro desconforto enquanto praticam SIRSHASANA, devem fazer UTTANASANA primeiro; a seguir, poderão executar com conforto e facilidade Sishasana.

    CHATURANGA DANDASANA

Benefícios: Fortalece os braços e os punhos. Além disso contrai e tonifica os órgãos abdominais.


URDHVA MUKHA SVANASANA

  Postura do cachorro olhando para cima

Benefícios: Rejuvenescimento da coluna, as costas tornam-se flexíveis e alinhadas, além de curar eventuais dores nesta região. Devido à expansão do peito, os pulmões ganham elasticidade e a respiração é beneficiada. As pernas e os glúteos são fortalecidos e modelados, a circulação sangüínea ocorre de maneira própria na região pélvica, o que a torna saudável.


ADHO MUKHA SVANASANA

  Postura do cachorro olhando para baixo

Benefícios: Melhora a artrite dos ombros; previne a escoliose, cifose e lordose; trabalho intenso na região dorsal; rejuvenesce as células do cérebro, diminui a fadiga; exerce a ação sedativa no organismo; regulariza o ritmo cardíaco.

      JANU SIRSASANA

 Postura da Cabeça-à-Joelho

Benefícios: Tonifica o baço e o fígado, facilita a digestão; fortalece os rins, é indicado para enfermidades na bexiga; É indicado no caso de pressão alta e menopausa. Alonga os músculos posteriores de coxa, as costas, ombros e braços.

      NAVASANA

  Postura do Navio

Benefícios:Nesta postura, na qual são trabalhados equilíbrio, concentração, firmeza e fortalecimento, é importante estarmos apoiados sobre os ísquios. Desta maneira, ativamos e fortalecemos a parte anterior do corpo (abdômen) e a parte posterior (costas), além de mantermos a coluna reta e o peito aberto.


PASCHIMOTTANASANA

      Postura da pinça

Benefícios: Acalma o cérebro e ajuda a aliviar o estresse e a depressão suave; alonga a coluna, ombros e posteriores de coxa; estimula o fígado, rins, ovários e útero; melhora a digestão; é terapêutica para insônia, hipertensão arterial, sinusite e infertilidade; reduz a ansiedade e a fadiga.

  ARDHA MATSYENDRASANA

Benefícios: Pela prática regular deste ásana, as fortes dores nas costa, lombar e quadril desaparecerão rapidamente. O fígado e o baço são contraídos e tonificados, e seu funcionamento é ativado. Os músculos do pescoço ganham força. As dores nos ombros e o deslocamento das articulações dos ombros são aliviados, e os movimentos dos ombros tornam-se livres. Os intestinos também se beneficiam com este ásana.

      BADDHA KONASANA

 

   Postura do ângulo restrito

Benefícios: Alongamento e a ativação das pernas, das costas e do abdômen.Também a circulação sangüínea é estimulada nestas partes do corpo e os órgãos da pélvis têm seu funcionamento melhorado com esta ativação, o que previne problemas genitais, urinários e menstruais. Esta posição também alivia a dor ciática e previne a hérnia.

    DHANURASANA

    Postura do Arco

Benefícios: O rejuvenescimento da coluna e da musculatura das costas, o fortalecimento das nádegas e pernas e o intenso alongamento do tronco e do tórax, além da consciência da correção postural.

     BALASANA

 

 Postura da Criança

Benefícios: Acalma o sistema nervoso central; alivia a dor nas costa. Relaxa todos os músculos do tórax e braços.

       SALAMBA SIRSHASANA

 

 Postura do Pouso sobre a Cabeça

Benefícios: Favorece a circulação sangüínea. Estimula a hipófise, regularizando todo o sistema endócrino, Impede a depressão psicofísica e melhora a memória. Tonifica os rins e a próstata, é utilíssima para o prolapso do útero. Melhora a digestão, a assimilação e evacuação

              SARVANGASANA

 

  Postura da vela ou Postura completa

Benefícios: Tonifica as glândulas da tireóide e paratireóide, equilibrando o funcionamento do metabolismo basal. Favorece a circulação sangüínea e a respiração diafragmática, com grande benefício para quem tem asma.

      HALASANA

   Postura do Arado

Benefícios: Estimula e drena o fígado e o pâncreas, descongestionando-os. Estimula as glândulas endócrinas, é utilíssima para diabéticos. Massageira todos os órgãos abdominais. Regulariza o funcionamento da tireóide. Mantida por pelo menos 5 minutos abaixa a pressão arterial.

   MATSYASANA

  Postura do Peixe

Benefícios: Reforça a capacidade respiratória. Aquece as vértebras cervicais e tonifica os músculos do pescoço, da garganta e do tórax. Melhora o funcionamento da glândula tireóide.

VIPARITA KARANI

Benefícios: Postura restaurativa, acalma a mente e facilita o retorno venoso. Acredita-se que esta postura pode curar qualquer mal.

    SAVASANA

  Relaxamento

Benefícios: Momento de maior integração do ser, onde você absorve todos os benefícios físicos emocionais e mentais da prática. Este relaxamento consciente, revigora o corpo e a mente. Mas é muito mais difícil manter a mente quieta, do que o corpo. Portanto, esta postura, é das mais difíceis de dominar.

As informações contidas aqui não pretendem diagnosticar, tratar ou curar nenhuma doença.

Algumas posturas não são adequadas para algumas patologias, tais como: hipertensão arterial, artrite, hérnia de disco dentre outras e também devem ser evitadas no período menstrual ou durante a gravidez, por isso é de fundamental importância a orientação de um profissional qualificado, antes de proceder qualquer mudança em seu estilo de vida.

Copyright © 2006 Juciara Cabral & Leandro Gomes. Reprodução autorizada com autorização por escrito dos autores.

 http://www.anandasurya.com.br/1136/45601.html

 

Shanka prakshalána, a purificação total

O shanka prakshálana é uma formidável técnica de desintoxicação e purificação, que consiste em fazer uma autolavagem completa do trato digestivo e intestinal. A técnica em si é bastante simples: consiste em beber água levemente salgada, no PH fisiológico, para que não seja absorvida pelo organismo. Ela é guiada através dos aparelhos digestivo e excretor aplicando uma série de exercícios dinâmicos com repetição. À medida que o líquido for sendo eliminado se observa a expulsão daqueles resíduos e sedimentos que normalmente se acumulam nos intestinos. A água é expelida cada vez mais limpa e clara, até sair totalmente transparente. Esta lavagem deve ser feita em jejum, observando cuidadosamente as instruções aqui contidas. Dura, em média, entre 90 minutos e duas horas.

 

Alternar-se-á a ingestão de cada copo de água com a execução de uma série completa dos exercícios descritos a seguir, de maneira que não haja acúmulo de líquido em nenhuma parte do organismo e que este continue em movimento.

A vantagem desta técnica frente à lavagem convencional é que esta última atinge apenas a porção final do cólon, podendo até alterar os movimentos peristálticos através da pressão excessiva produzida pelo líquido sobre as paredes intestinais. A limpeza obtida mediante o shanka prakshálana vai desde a glote até o reto, tonificando os tecidos e favorecendo o peristaltismo.

O fluxo de água promove uma lavagem total e profunda dos órgãos internos. Os resultados da prática se sentirão em todos os níveis do organismo: tonificação das paredes intestinais, estímulo do peristaltismo, hálito mais puro e fresco, pele mais limpa, melhora do sono, leveza, bem-estar e melhora da disposição geral. Dada a eficiência deste método, o ideal é fazê-lo, no máximo, quatro vezes por ano, sendo a época mais propícia a mudança das estações.

O procedimento aqui descrito é o mais tradicional, porém, existe ainda outra variação desta técnica, que consiste em alternar a ingestão de água com diversas e sucessivas contrações abdominais: nauli kriyá, uddiyana bandha ou agnisára dhauti. Você poderá optar posteriormente por esta variação, mas aconselhamos que para começar experimente a série clássica, verdadeira obra de arte da engenharia fisiológica do Yoga.  

Cuidados iniciais

Considerando que o shanka prakshálana levará entre uma hora e meia e duas horas, aconselhamos que você reserve a ele uma manhã de domingo ou algum dia em que disponha de bastante tempo livre. O fator decisivo para o sucesso no shanka prakshálana (e não apenas nele, mas em todas as técnicas do Yoga) é a confiança no método. Tenha certeza de que esta técnica foi exaustivamente testada antes de chegar até você. Na véspera, faça uma refeição leve e equilibrada, algumas horas antes de deitar.
O momento ideal é pela manhã, em jejum total. Pessoas que tenham constipação intestinal crônica deverão tomar um laxante suave na véspera. Aconselhamos ameixas secas ou uma colher de sopa de sementes de linhaça deixadas de molho em um copo de água desde a noite anterior. Dedique o resto da jornada à meditação, leitura ou alguma atividade que não demande esforço físico. Faça Yoga, mas evite praticar ásanas.
A primeira refeição deve ser feita no mínimo 30 minutos após a lavagem e no máximo uma hora depois dela. Essa refeição deve consistir exclusivamente em um prato de arroz branco com 50 gramas de ghee (manteiga clarificada), azeite de oliva extra virgem ou manteiga normal de boa procedência. Após tanta água salgada, este prato terá um sabor celestial. Alimentos integrais (aveia, arroz ou pães integrais e fibras em geral) precisam ser evitados no primeiro dia, bem como alimentos tamásicos (ácidos, enlatados) e ainda laticínios (leite, iogurte, queijos fortes) e legumes e frutas cruas. Depois do arroz, beba infusões de ervas ou água à vontade. Agasalhe-se bem e evite expor-se ao frio.
Contra-indicação importante: pessoas com debilidade geral, úlcera no estômago, colite, câncer ou disenteria devem abster-se de fazer este exercício.

 

Os exercícios

Descreveremos agora a seqüência dos quatro exercícios físicos Mesmo se você os achar maçantes ou fáceis demais, não deixe de fazê-los, pois cada um deles tem um efeito bem específico sobre uma parte do aparelho digestivo ou excretor, como você perceberá na prática. Se você não fizer assiduamente exercícios físicos, aconselhamos que repita esta série várias vezes na véspera, para evitar as dores do day after. Não queira modificar detalhes da execução, pense que isto não são os ásanas que você conhece e está acostumado a fazer. Apenas siga cuidadosamente estas instruções.

Exercício 1
Em pé, com um palmo de distância entre os pés, que ficam paralelos, os braços para cima, os dedos entrelaçados e as palmas voltadas para o teto, faça quatro flexões laterais para a esquerda, alternando-as com outras quatro flexões para a direita. Não desloque os quadris ao inclinar o tórax e faça a flexão mantendo o tronco alinhado com as pernas e os braços.

Não permaneça: apenas faça o movimento coordenado com a respiração. Ao todo, as oito flexões (quatro para cada lado) não devem levar mais do que dez segundos. Este movimento lateral age sobre o piloro, aquela válvula que controla a passagem entre o estômago e o duodeno, antes do intestino delgado. A cada flexão, uma porção de água entra no trato intestinal.

Exercício 2
Ainda em pé, faremos agora um movimento de torção do tronco. Inicie o movimento com os braços estendidos horizontalmente para frente. Gire o tronco para a esquerda, levando o braço desse lado para trás e flexionando o direito até que a mão toque a clavícula esquerda. A cabeça acompanha essa rotação, olhando para trás. Inspirando retorne e faça o mesmo movimento para a direita enquanto solta o ar. Olhe para sua mão direita, que deve ficar bem para trás, sempre na linha horizontal.

Você fará um total de oito rotações (quatro para cada lado), sempre mantendo os braços na linha dos ombros e as costas eretas. Esses oito movimentos também serão feitos em dez segundos. Estas torções levarão a água para o intestino delgado, fazendo-a circular por ele. Coordene sempre movimento e respiração. Exale ao ir para os lados e inale ao retornar. Não permaneça.

Exercício 3
Fique em decúbito frontal e coloque-se como se fosse fazer bhujangásana. Mantenha os pés separados um palmo, apóie nas pontas dos dedos e nas palmas das mãos. Os joelhos não tocam o solo e as pernas ficam elevadas. Se for necessário, contraia um pouco as nádegas. Agora você fará um giro com a cabeça e os ombros, olhando alternadamente para trás, como se quisesse ver o calcanhar do lado oposto àquele para o qual você está girando: ao olhar por cima do ombro esquerdo, tente ver o pé direito; ao olhar por cima do ombro direito, tente ver o pé esquerdo.

Sinta o alongamento produzido pela posição na região abdominal e procure perceber a passagem de água pelos intestinos. Faça quatro giros para cada lado, totalizando oito movimentos sem permanência, em quinze segundos. Não esqueça da respiração, sempre associada com o movimento. Isto fará com que a água comece a entrar no intestino grosso e circule por ele.

Exercício 4
Sente-se no chão e flexione a perna esquerda, deixando o joelho para cima, sem passar o pé para o lado de fora da perna direita, que permanecerá esticada. Agora gire o tronco, colocando o braço direito entre o tórax e a coxa esquerda. Olhe por cima do ombro para trás, inclinando um pouco o tronco e apoiando-se na mão esquerda.

Sem permanecer, inspire e torça-se para o outro lado da mesma forma. Em quinze segundos, faça quatro torções para cada lado. Comprima bem o baixo ventre contra a coxa a cada expiração. Os ombros devem estar na mesma altura e a coluna bem ereta. As torções levarão a água pelo cólon até o reto. Ao todo, esta seqüência de quatro exercícios levará perto de um minuto. Recapitulando, os exercícios ficam assim:

Instruções de execução

Prepare uma boa quantidade de água filtrada e fervida. Mesmo se for utilizar água mineral, é conveniente fervê-la antes de adicionar o sal. Considerando que você vai ingerir no mínimo quatorze copos, ou seja, três litros e meio de água, prepare um pouquinho mais, por via das dúvidas.

Salgue a água mantendo a proporção de uma colher de sobremesa para cada litro. Caso você ache a água demasiado salgada, reduza um pouco a concentração de sal. Utilize sal marinho de boa qualidade. Jamais faça este exercício com água pura, pois o seu organismo começará a absorvê-la e você transformar-se-á em um bonito barril ambulante.

Ingira um copo de água morna e salgada.

Faça a seqüência dos quatro exercícios em um minuto.

Beba outro copo e repita os exercícios.

Continue assim até ter ingerido seis copos. Se sentir que a água não está circulando, faça a série mais algumas vezes. Se ainda assim não funcionar, pode acontecer que a presença de gases nos intestinos esteja bloqueando a passagem do líquido. Nesse caso, faça uma invertida.

Após do sexto copo, faça uma visita ao toalete. Na primeira evacuação saem as fezes normais. Nas seguintes serão pastosas e depois irão ficando cada vez mais líquidas. A água deve fluir sem parar no estômago. Se você sente que não está circulando repita a série de exercícios antes de beber mais.

Evacuando a primeira vez, o ritmo do shanka prakshálana fica assim:

Um copo de água.
Uma série de exercícios.
Visita ao toalete.
Água.
Exercícios.
Toalete.

A cada copo haverá uma nova evacuação. Preste atenção à cor das fezes, que ficarão cada vez mais claras.

Dependendo dos hábitos alimentares, do seu biotipo e das características dos seus intestinos, serão necessários entre doze e dezesseis copos até que a água expelida saia tão limpa quanto a ingerida.

Utilize o bom senso: se você bebeu dez copos de água e ainda não conseguiu evacuar pela primeira vez, interrompa a ingestão de água e passe a executar apenas os exercícios, alternando-os com a execução de alguns ciclos de nauli ou rajas uddiyana bandha e a permanência em uma posição invertida sobre a cabeça ou os ombros. Após a evacuação, retome o ritmo acima descrito.

Quando começar a aparecer a água limpa, você interromperá a absorção, continuando a repetir os exercícios mais algumas vezes e alternando sempre as séries com evacuações.

Ao cessar a eliminação da água, e antes da refeição de arroz com ghee, faça um bom relaxamento.

Ghee é a manteiga clarificada, largamente utilizada na culinária indiana. Apresenta uma série de vantagens sobre as manteigas normais, como o fato de não estragar facilmente, não ferver a baixas temperaturas e ser mais saudável. A preparação do ghee é muito simples: leve ao fogo médio em banho-maria um pacote de manteiga sem sal. Quando a manteiga começar a derreter, abaixe o fogo, continue fervendo-a e retire a cada 15 minutos a espuma que se forma na superfície do líquido. Cozinhe durante 30 a 40 minutos, desligue o fogo e deixe esfriar. Quando tiver esfriado, mas ainda em estado líquido, coloque o ghee em um recipiente adequado depois de eliminar cuidadosamente o sedimento depositado no fundo da panela. É conveniente deixar o ghee preparado desde a véspera. Bom apetite!

Aproveite que você ficou limpo para fazer (e continuar!) uma alimentação mais saudável, energética e sáttwica. Alimentação sáttwica é aquela gostosa, leve e bem combinada, privilegiando produtos frescos e evitando enlatados ou fermentados. Pense que passarão alguns meses antes do próximo shanka prakshálana e que você precisará manter a maquinaria limpa até a próxima mudança de estação.

Extraído do livro Yoga Prático.

 

MANTRA OM

A palavra sagrada AUM, está escrita em sânscrito e representa o Corpo Sonoro de Deus. A sagrada palavra AUM quando sonorizada se expressa no som OM.

O manta OM é muito usado no yoga e em várias tradições, tendo um amplo e profundo significado.

Toda Mandukya Upanishad é dedicada à explicação da sagrada palavra e assim está escrito no primeiro verso:

“A sílaba Om, que é o imperecível Brahman, é o Universo. Seja o que for que já tenha existido, seja o que for que exista, seja o que for que vá existir daqui para diante, é Om. E seja o que for que transcenda o passado, o presente e o futuro, também é Om.”

*(Swami Prabhavananda-Os upanishads.p.67)

A Mandukya Upanishad descreve Aum como os três estados conhecidos e fala de um quarto estado.

A – Vigília

U – Sonho

M – Sono sem sonhos

“Esse Eu, que é uma coisa só com Om, possui três aspectos, e além desses três, diferente deles e indefinível – o quarto. ” – “O quarto, o Eu, é Om, a sílaba indivisível. Esta sílaba é impronunciável e está além da mente. Nela o Universo múltiplo desaparece. Ela é o bem supremo – Um sem segundo. Quem quer que conheça Om, o Eu, torna-se o Eu.”

*(Ibid. p.67 e 69)

Na Mundaka Upanishad temos: “Om é o arco; a flecha é o ser individual; e Brahma é o alvo.”

*(Ibid P.62)

Na Prasna Upanishad, a respeito da sílaba sagrada Om, está escrito o que se segue:

“A sílaba Om, quando não é totalmente compreendida, não leva além da mortalidade. Quando é totalmente compreendida e a meditação é, por consequência, corretamente dirigida, o homem se liberta do medo, esteja ele acordado, sonhando ou dormindo o sono sem sonhos, e alcança Brahma.”

“Em virtude de um pequeno entendimento de Om, um homem retorna à terra depois da morte. Em virtude de um maior entendimento, ele atinge a esfera celestial. Em virtude de um completo entendimento, ele aprende o que é conhecido apenas por aqueles que vêem. O sábio, com a ajuda de Om, alcança Brahman, o que não tem medo, o que não decai, o imortal.”

No Bhagavad Gita VIII.13, encontramos: “Sê constante e firme em teu propósito e repete silenciosamente a mística palavra Aum, cujo três sons ou letras são símbolos do ser Supremo, como Criador, Conservador e Destruidor.”

No Yoga Sutra 1.27: “Om é a Sua (do Absoluto) denominação.”

Segundo Swami Sivananda:

“Om é o maior de todos os Mantras.

Todos os mantras começam com Om.

Om é o sussurro do Espírito.

É o símbolo do Eu imortal ou: Ãtman que tudo permeia. Om é tudo.

Om é indivisível unidade da existência.

Om é a primeira indicação do Imanifesto no manifesto.”

“Om é como uma balsa para os homens que caíram no oceano sem fim da vida mundana. Muitos atravessara, esse oceano de samsara com a ajuda dessa balsa. Você pode fazer o mesmo, se quiser meditar constantemente sobre Om com Bhava (sentimento) e intenção.”

Hum – Exorcizando tuas sombras

Hum é representado como um som de limpeza, um grito de limpeza, um desafio a tudo aquilo que não é legal, aos nossos inimigos que, para alguns, são os pensamentos perversos, para outros são seres malignos, para outros, a ignorância e, para mim, o maior inimigo que temos é o ódio por qualquer ser e por nós mesmos.

O Hum significa o espírito solto para voar, a libertação de tudo aquilo que não faz parte da nossa própria alma. O Hum é universal, total; a descida da eternidade para o nosso coração. O OM é o infinito e o Hum é o finito. Ambos são importantes, mas podemos dizer que o OM também é o meio para compreender o próprio Hum. A eternidade faz com que compreendamos o nosso próprio corpo, por isso o Hum é considerado como se fosse a matéria, como Buda tocando a própria Terra, a nossa mãe Terra, Gaia.

Fonte:Senda do Yoga

 OS NÁDIS

Os nádis representam um tipo de artéria etérica.”Nádi” (sânscrito),significa tubo, vaso ou veia. Sua tarefa é a de conduzir o prana, ou energia vital, através do sistema de energia etérica. È através dos chacras, que os nádis de um corpo de energia ligam-se aos nádis do corpo energético vizinho.

Existem 72 mil canais de energia. Desses milhares de nádis, catorze são importantes e três são principais.Os principais canais de energia são o Sushumna, o Ida e o Pingala, de acordo com a nomenclatura da fisiologia energética hindu.O Sushumna corre entre o chacra da raiz e o chacra coronário e a ele estão ligados todos os centros de energia. Através do canal Sushumna, flui a energia Kundalini, cuja entrada se faz através do chacra básico. Esta energia representa a energia cósmica criadora.É uma energia que alimenta energeticamente os chacras, integrando as forças dos diversos planos energéticos para uma maior realização do ser.Além de Sushumna existem dois outros canais de energia, Ida e Pingala, que desempenham um papel bastante importante no sistema energético. Permitem através da respiração, a captação da energia prânica ou energia vital que está no ar.

O Pingala funciona como condutor da energia solar, plena de incandescência e de estímulo. Esse canal começa no lado direto do chacra da raiz, e termina na parte superior da narina direita. Ida é o portador da energia lunar, refrescante e tranquilizadora. Esse canal começa no lado esquerdo do chacra da raiz e termina na narina esquerda. No seu caminho, do centro da raiz até o nariz, os dois nádis se enrolam do Sushumna.Sushumna, Ida e Pingala representam os três canais principais no sistema energético do homem, no qual os chacras agem como estações receptadoras, transformadoras e distribuidoras das diversas frequências do prana.

Eles absorvem energias vitais dos corpos etéricos do homem, do seu meio ambiente, do cosmos e das fontes básicas de toda e qualquer manifestação, diretamente ou através dos nádis, transformam-nas em frequências necessárias aos mais variados setores do corpo físico, ou dos corpos etéricos, para sua manutenção e desenvolvimento, e transferem-nas, por sua vez, através dos canais energéticos, a esses corpos.

Além disso, irradiam energias através do meio ambiente. Por meio desse sistema energético, o homem é envolvido num intercâmbio com as forças em ação nos mais variados planos de existência do seu meio ambiente, do universo e da base da Criação.O Ida e o Pingala regem, ao nível físico, as respostas do sistema nervoso simpático e do parassimpático.

por Clara Lucia Voigt
http://reikifluindo.blogspot.com.br/2010/01/os-nadis.html 

 

PRANAYAMA – CONCLUSÕES

Com essa simplória técnica de respiração consciente, o praticante se permite preencher os rincões de seu organismo físico e etéreo da força vital prânica.

  Existem adeptos que alcançam um nível de perfeição e consciência corpórea tão grande que reprogramam seu DNA para que possam sobreviver apenas de prana, são os respiratorianos, afinal, os fótons entram na composição dos átomos tanto quanto os prótons, elétrons e nêutrons, portanto, mudando a programação mental, muda-se a alimentação. Meia hora de sol sob a envolvência do prana é um banquete; isso é viver de luz!

PRANAYAMA – Para treino, deixaremos um dos exemplos clássicos de pranayama, que inclusive de tão usado é até chamado de pranayama pelos tibetanos e hindus, mas por outros é conhecido como o Pranayama Crístico Egípcio. 

 Ele é praticado obedecendo-se a sequência dos canais (nadis) acima expostos, ou seja, homem e mulher devem realizá-los inversamente um ao outro.[1]  Sentados numa posição confortável – em geral lótus ou meio lótus – de forma que as costas fiquem com um ângulo próximo a 90º, tal como um esquadro[2].

Importa que se sinta bem, sem que os fluxos sanguineos estejam obstaculizados, o que causaria desconforto.Antes de iniciar esse propósito, algumas simples inalações e exalações profundas são recomendadas para equilibrar as energias preparatórias do ato a ser realizado (mesmo que seja o próprio pranayama que se irá praticar).

 O homem deve primeiro fechar a narina direita com o polegar (direito).Inala até sentir ser o suficiente.Retém o ar selando a narina esquerda com o dedo indicador (direito).Alguns segundos exala (totalmente) o ar pela narina direita quando então o dedão deve permitir a passagem do ar.Retenha-se alguns segundos sem ar algum e para isso sela-se novamente a narina direita com o polegar.Agora, retoma a respiração pela narina DIREITA, abrindo o dedo polegar.

Inala-se o suficiente.Retém-se o ar prendendo a narina direita com o polegar.Exala-se pela esquerda totalmente.Essa prática é uma purificação completa. É realizado assim, apenas um Pranayama Crístico Egípcio. Algumas variantes dessa postura mais rigorosa são encontradas em obras diversas, onde o adepto deve estar de joelhos diante do sol nascente em profunda oração com a mão esquerda levada ao ventre para sentir os fluxos respiratórios e impedir que outras energias interfiram; variação do modo como se usa os dedos (mudras – leia-se mudrás) e outras.

As mulheres que não estiverem grávidas e tampouco em suas regras, realizam a prática da mesma maneira, todavia invertem todos os canais. Onde se inicia com a direita, elas iniciam com a esquerda e assim seguidamente. Reza a lenda de Hollywood, que Ginger Rogers dizia para seu parceiro de dança Fred Asteire, que ele era um exímio dançarino, entretanto, tudo o que ele fazia para a direita ela o fazia para a esquerda e de costas.
 


 [1] IMPORTANTE frisar que quando as mulheres estiverem grávidas ou em seu período menstrual não devem mexer com as energias que estão em seu organismo.[2] Essa posição de coluna ereta é uma praxe, mas não necessariamente um pré-requisito, pode-se inclusive realizar a prática deitado, de joelhos, em pé e até no ato sexual.

PRANAYAMA – “O ritmo do corpo, a melodia da mente e da harmonia da alma criam a sinfonia da vida.” (B.K.S. Iyengar)
Ao passo que o canal (nadi) sushuma atravessa todos os chacras, esses dois (ida e pingala) não o fazem, seguem sinuosamente por fora criando um campo de energia positiva e negativa que faz girar os chacras. Esse processo todo é gerado exclusivamente pela respiração. Onde há vida há prana, há vibração, onde há morte não há chacras rodando. 

Por isso, conduzir a respiração de forma cônscia e adequada implica diretamente na qualidade de vida, da saúde da pessoa e seu bem-estar, como estamos sempre evidenciando desde o início.  Respirações existem também de diversas formas. Escolas, yoguines e yogues e pseudo-atletas da respiração, fazem campeonatos de como respirar de tal ou qual forma. Isso infelizmente existe aos cântaros, mas não implica que se descaracterize a realidade de uma respiração profunda, uma retenção dosada e uma exalação purificante que seja conduzida com sabedoria e liberdade consciencial. http://www.youtube.com/watch?v=fcPjvp4La8A(assista a este vídeo do Mestre B.K.S. Iyengar e veja o que é inalação e exalação)Uma vez mais nosso filtro Crístico se faz necessário com a o auxílio da intuição para separar o que serve do que é show. PRANAYAMAS –

Seu controle tem quatro fases: respiração (inalação); retenção e expiração (exalação) e por fim retenção novamente. A prática de um pranayama é considerada como preparatória, de purificação para toda e qualquer outra prática. Respirar corretamente é controlar as energias. Esse o segredo. Eis a disciplina para a harmonia do prana, para a saúde do ser.Para que se possa comprovar uma vez mais o que estamos falando – prana é vida – sem alegorias fantasiosas, existe uma prática muito singela de ser realizada por qualquer pessoa que o queira fazer. Basta que se fixe o olhar tranquilo e sereno para o alto do céu durante a manhã ou ao entardecer[1].

prana, o éter sagrado, poderá ser vislumbrado depois de alguns momentos de contemplação do espaço anil, a princípio como milhares de chispinhas brancas e cintilantes. Depois, percebe-se com o passar do deslumbramento, que essas pequenas formas luminosas de fótons possuem movimento vigoroso e frenético, o que as diferencia da ilusão de ótica, de vermes oculares, danos na córnea, e sujeira no olho que em geral aparecem sempre escuras. Com um pouco mais de serenidade e controle da ansiedade, poder-se-á constatar que essas pequeninas bolinhas possuem em verdade a forma de um espermatozoide, com uma cauda um pouco menor que a da célulamóvelconstituída de uma cabeça ou núcleo e um flagelo que serve para locomoção do gametamasculino.Verificamos assim, pela experiência, pela vivência empírica o cerne do motivo de o prana ser considerado vida… 

[1]Muito embora se possa enxergar o prana a qualquer hora do dia, esses dois períodos são os mais fáceis para quem nunca experimentou a prática de vê-lo. PRANAYAMAS“Quando o sabão entra nos olhos e não se tem água nem toalha para limpá-los, somente as lágrimas é que tiram sua dor.”Kheóps Justo  Imbuídos agora desse alento, dessa vontade superior, iniciaremos a abordagem dos pranayamas. Se prana é vida e ayama significa extensão, por lógica concluímos que pranayama seria “extensão da vida”, numa tradução mais livre.

De qualquer forma, pranayama é o controle consciente da respiração.O pranayama e seu controle são tão importantes que são considerados como um instrumento para rejuvenescer ou ainda imortalizar o corpo. Entretanto, seu propósito maior é o controle e a gestão da mente.O controle do ar, do alento, é levado tão a sério, que se o praticante que tenta realizar seus experimentos sem controlar a respiração é considerado como uma pessoa que tenta cruzar o oceano num barco de barro cru. Está fadada a afundar-se. 

O controle da respiração se faz através de inalações específicas e retenções adequadas, de onde se conduz o ar (prana, alento) para as diversas vias de nosso veículo físico preenchendo-as com vida, com moléculas de amor imanente. O ventre, as costelas, os pulmões, os ombros são apenas as regiões mais simples em que se pode enviar oxigênio e nutri-las com o sopro da vida. Uma dor, uma distensão, pode ser atendida em caráter de emergência simplesmente conduzindo o prana até aquela região.

Prana Vayu – cinco forças vitais

PRANAYAMA E OS CINCO PRANA VAYUS

 
 

Os vayus – ventos vitais

Vayu_diagram cópia ” Prana ” é a força da vida que permeia todas as coisas vivas e , de facto, toda a matéria. Este , força animando coesa é também conhecido como ” Maha Prana ” ou grande prana. No corpo humano , este prana universal tem sido observada a mover-se em formas específicas em regiões específicas do corpo , regular e controlar a função física e mental. Embora existam 49 vayus prana distintos ou tipos de vayus no corpo, cinco vayus princípio ou ” panacha pranas ” são importantes para o yogi de reconhecer. A palavra vayu traduz como ” vento”, conotando movimento que permeia tudo . A raiz ‘ va ‘ significa “aquilo que flui ” – e assim a vayu é um veículo para as atividades e experiências dentro do corpo, ou uma “força ” que move todo o sistema de funções como digestão , respiração, controle de impulsos nervosos ato .

Estes pranas pancha são categorizados como : Prana vayu , Apana Vayu, Samana vayu , Udana vayu e Vyana vayu . Embora funcionem em uníssono , cada rege uma área específica do corpo. Eles podem ser pensados ​​como forças elementares que não são apenas o físico, mas governar qualidades emocionais e energias mentais, fundamentais para o bem- estar físico , mental e emocional.

As práticas de yoga , especialmente asana e pranayama , otimizar o funcionamento destes vayus bem como trazê-los sob nossa influência . Suas energias pode ser usado para elevar a nós mesmos e restaurar a saúde vibrante.

1 . Prana Vayu – enquanto ” Prana ” é o nome geral da força vital, o prana vayu é uma de suas funções específicas. Prana vayu literalmente significa ” ar em movimento para a frente ” e move-se para dentro em direção ao centro do corpo. Prana váyu é a energia que recebe as coisas que entram no corpo sob a forma de alimentos (ingestão ) , líquidos ( de beber) e ar (respiração ), bem como todas as percepções sensoriais e experiências mentais. Prana é propulsora por natureza e é a força motriz para todos os outros vayus .A energia conhecida como prana vayu governa a região da abnomin ou diafragma para a base da garganta , correspondendo a Jalandhara bandha ( veja bandhas ) . A ” sede ” do prana vayu é o coração , e isso vayu garante que o coração continua batendo. Ela está associada com o elemento de ar. Ele funciona para manter a temperatura correcta do corpo em relação ao seu meio ambiente , e sustenta um de órgãos vitais , em particular o coração . Embora a sua sede no coração , move-se através do centro do corpo, numa direcção descendente a partir da base da garganta para o umbigo , bem como volta do umbigo até à garganta * .

2 . Apana Vayu – Apana vayu traduz como ” o ar que se move para longe ” . A energia dominante do Apana vayu é um movimento para baixo e para fora. É de energia move-se principalmente na parte inferior das Abdomin do umbigo até ao chão da pelve. Apâna é o aspecto do prana que governa a capacidade de ejectar ou eliminar o que não é necessário para o sistema . Assim como com o sopro que exalamos o que não é necessário após assimilar a inspiração , o apana vayu é a força por trás da eliminação de resíduos em geral , trabalhando nos rins, cólon, reto , bexiga e órgãos genitais . É também a força motriz no processo de reprodução – o que essencialmente se move nova vida ‘out’ para o mundo – desde a inseminação até o parto . O funcionamento saudável do apana vayu é tão vital quanto o do prana vayu . Sem o funcionamento saudável do apana vayu , uma falta de motivação e determinação , se sente preguiçoso , sem graça e até mesmo confuso, indeciso e confuso .

Apana vayu é associado com o elemento terra , e é a energia do Chakra Muladhara ( ver chakras) , que está preocupado com ter uma base sólida , segura e confiável, especialmente em questões fundamentais do assento survival.The do apana vayu é no núcleo da pélvis , e regula a partir do umbigo ao peranium , correspondente à área em que se pratica Mula bandha . Tal como acontece com Prana váyu pode ter tanto um movimento descendente no corpo, bem como um movimento ascendente dentro dela * da região principal .

* Prana vayu e Apana vayu se movem em direções opostas de cortesia durante a inspiração e exhale.As você inala , Prana vayu se move para cima do umbigo ao peito, enquanto Apana vayu se move para baixo do umbigo em direção ao chão da pelve . Na expiração, tanto movimento no sentido inverso ; Prana em movimento a partir da base do pescoço até o umbigo e Apana passando da peranium de volta até o umbigo . Tanto a oscilar a partir do centro do Abdomin ou Kanda .

3. Samana Vayu – é literalmente ” o ar de compensação” Move principalmente na região entre a cicatriz umbilical e no coração (plexo solar ) , a sede é dito ser no umbigo . É o poder de controle do metabolismo ou ” fogo digestivo ” e sobre o funcionamento dos órgãos digestivos e glândulas. Ele também governa a assimilação de oxigênio do ar que respiramos. É também o vayu que unifica as duas forças opostas de prana e apana vayu . Corresponde à área em que nós praticamos Uddiyana bandha .

No seu trabalho com os alimentos e a digestão, isto é a força que separa os nutrientes das toxinas : quando não está a funcionar bem , pode-se reter toxinas , conduzindo a falta de ar e desordens gástricas. No caso da mente, a Samana Vayu é o poder pelo qual podemos separar ou discernir benéfico prejudicial , o que nos permite assimilar informações para o bem de fazer escolhas. Quando há uma doença , pode ser delirante ou da mente doentia . Por esta razão, na tradição yoga do poder de digestão é muito estreitamente com tinta para o poder da mente – especialmente em relação à discriminação e julgamento.

Samaná váyu está associado com o elemento do fogo. É associado com o chakra Manipura ( ver chakras) e, quando desequilibrada, a sua energia de fogo pode ser usado para fazer valer a sua vontade ou a dominar , especialmente através da raiva . Na tradição do yoga , a raiva é o resultado direto de uma combinação de desejo, ilusão e falta de discriminação.

4 . Udana Vayu – Udana é “aquele que carrega para cima. ” Fica assim a região do pescoço e da cabeça , e está sentado especificamente na garganta. Ele também governa a função muscular e força nas extremidades , bem como a função sensorial dos olhos, ouvidos e nariz. Diz-se ser a força por trás de todo o crescimento , a nossa capacidade de ficar ereto , a fala , o esforço, entusiasmo e vontade. Enquanto Apâna váyu está preocupado com a eliminação , ou movendo-se para o exterior da energia , em geral , udana váyu é a força específica que expele ar com a exalação de uma maneira que está particularmente preocupado com a fala e a produção de som. Na região da cabeça, a sua função é mental e expressiva na forma de idéias e de fala. Quando udana é desequilibrado , o discurso é incoerente e não se pode falar ou articular idéias corretamente. Os desequilíbrios também pode causar falta de ar e outros problemas respiratórios particularmente associados com a garganta, o que pode ter sua raiz na obstáculos à auto-expressão, ou a repressão emocional. Movimentos descoordenados dos membros ou perda de equilíbrio também são sinais de desequilíbrio do vayu .

A energia e movimento de Udana é particularmente estimulada pelo Jalandhara Bandha . Éter ou espaço é o elemento associado a este vayu como é Vishuddha chakra ( ver chakras) . Esta energia em movimento ascendente continua até o chakra superior, o chakra Ajna , o Sahasrara , e é purificado durante a viagem para cima.

5. Vyana Vayu – literalmente significa ” ar em movimento para fora ” e se move a partir do centro do corpo para a periferia . Este vayu permeia todo o corpo, e é , uma força de ligação de coordenação. Não tem nenhum lugar específico , mas sim coordena todos os poderes , tais como percepção sensorial e percorre toda a rede de 72 mil nadis ou passagens de prana no corpo , conectando as funções dos nervos , veias , músculos e articulações e circula nutrientes e energia. Sua função é coesivo e está associado com o elemento de água.

Vyana vayu é fundamental para a tomada de uma sensação e funcionam como um todo integrado. Embora , regula e coordena todos os sentidos , assim como o funcionamento de todos os músculos , tanto voluntários e involuntários , considera-se especialmente na pele . Goosebumps e transpiração, e de todas as diversas ações e reações da pele para o meio ambiente são manifestações de vyana vayu . Ele funciona na ” superfície ” ou limite exterior do seu corpo de energia , bem como a tensão superficial de uma gota de água, e está associada a uma sensação de limites através da qual nós nos definimos e interagir com o nosso mundo.

Dentro do corpo , Vyana Vayu governa o nosso sentido interno de coordenação, equilíbrio e integridade física ou a coesão . Quando desequilibrado , sente-se descoordenado e desajeitado. A coordenação entre a mente eo corpo sofre, e os próprios pensamentos pode ser desarticulada , flutuante e incoerente . Disfunções no Vyana vayu também pode diminuir o nosso poder de sensação.

Embora Vyana próprio vayu não tem lugar específico , ele é associado com a energia do chakra Svadisthana ( ver chakras) . Em geral, vyana vayu é fortalecido pela prática de hatha yoga asanas . Mais especificamente, por causa de sua associação com a energia e as preocupações do chakra svadisthana , as energias mais sutis envolvidos são reforçadas através mulabandha .

Direção de movimento Prânica ( vayus ) no corpo físico

– Prana se move para baixo a partir da base da garganta para o umbigo (o centro pranica ou Kanda ) e energiza e todos os vayus . Ela também se move para cima a partir do umbigo para a garganta.

– Udana move primarilly up da garganta até a cabeça

– Apâna se move a partir do umbigo até ao chão da pelve .

– Samana move a partir da periferia do corpo para o núcleo .

– Vyana se move a partir do núcleo para a periferia .

Chakras e elementos vayus e correspondente resumidos

Apana Vayu : sede é na pelve, Muladhara Chakra, Terra

Samana Vayu : Sentado no plexo solar , Manipura Chakra, Fogo

Prana Vayu : Sentado no coração / peito, Anahata Chakra, Air

Udana Vayu : Sentado na garganta e Head, Vishuddha Chakra, Ajna Chakra, Ether

Vyana Vayu : emana do umbigo ( Kanda ), mas permeia corpo inteiro, Svadisthana Chakra , Água.resouces: David Frawley livro Yoga & Ayurveda e Ayurveda ea MenteVeja também de Robert Svoboda livro Ayurveda.Escritos por Swami Saraswati Niranjanananda 

ENERGIA E MENSTRUAÇÃO

Bem, sem considerar todas as circunstâncias acima lançadas que por si só já gera um desconforto e uma certa falta de higiene, há de se salientar que a intenção é a de transmutar energias através da alquimia do sexo, portanto, que tipo de energias se estaria transmutando para o organismo quando da menstruação? Que tipo de prazer poderia se sentir num ato sexual praticado nessas condições? Que tipos de sentimentos estariam sendo alimentados para que um casal se submetesse ao ato sexual durante o ciclo menstrual? É esta a intenção?! 

O pranayama ainda tem seu valor intensificado quando a amada encontra-se grávida, período então que o homem deve continuar trabalhando com suas energias praticando o que se conhece por: transmutação dos solteiros, ou simplesmente realizar os exercícios respiratórios já orientados.

A mulher quando grávida, à exemplo da menstruação, deve evitar transmutar as energias; no segundo caso pelos fatos já anunciados acima, e no primeiro pela simples questão de que durante a gestação as energias da mãe são direcionadas para o feto, portanto, se a mãe transmutar suas energias irá desviá-las do bebê ou alterar o seu fluxo energético fetal, o magnetismo sexual repele por suas próprias vias o ato sexual nesse período.

tudo isto é que o casal deve se abster de manter relações sexuais durante a gestação. Muitos médicos, ginecologistas e demais doutores da área hoje em dia defendem piamente a tese de que não se vislumbra nenhum problema ao casal e tampouco ao feto a prática sexual durante toda a gravidez.

Não estamos aqui para discutir com profissionais que estudaram a vida toda a constituição orgânica sexual do ser humano e, por uma pressão social que exige satisfazer suas necessidades fisiológicas, encontram saídas científicas para que muitas coisas possam se realizar sob o pálio da saudável boa vida. Para se ter uma idéia do que se expressa, basta saber que até hoje se discute acaloradamente sobre os benefícios e malefícios do belo e aromático líquido marfim: o café!

 

Sahaja Maithuna – Alquimia sexual – Tantra Yoga

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 O maithuna – ato sexual ritualizado, é o processo final, onde se é necessário uma preparação anterior muito séria e competente através do Yoga Tântrico ou outras práticas Tântricas – Tantra Sadhána.

 O maithuna é considerado como o auspicio maior de todas as cerimônias tantricas, é a mais poderosa e secreta técnica mística de todos os tempos. Essa técnica também é conhecida como Shaktização pois os praticantes encarnam a consciência de Shakti a grande mãe ou se busca a união dos princípios masculinos e femininos – os opostos. É o Maha Mudrá (grande gesto) onde homem-Shiva e mulher-Shakti se tornam UM.

O maithuna  é uma técnica muito especial, que permite elevar nossa sensibilidade a tal potência que é impossível descreve-la. O tântrico observador da natureza íntima contida em tudo no universo, procura na união dos pólos opostos à unidade maior, sem se ocupar em confusões de abordagem ética e moral. O tântrico é um libertário. Busca a transcendência do eu através da força máxima do universo que está contida nos mistérios sexuais e esses mistérios estão contidos dentro e fora do homem. São os impulsos magnéticos, a atração magnética, o amor e a atração entre os opostos. São o animus e a anima em busca da perfeição.

 Durante a prática (shadaná) o homem assume o papel de Shiva e a mulher de Shakti e ambos realizam o maha yantra (grande símbolo) que os une em Purusha (consciência cósmica). A prática eleva a grande mãe kundalini pelo canal Sushuma e ilumina a consciência tocando os centros superiores. Nesse capítulo descrevemos alguns tópicos do maithuna.

 ShivaParvati

A RETENÇÃO – URDHAVARRETAS :

 A retenção orgastica (energia nervosa do orgasmo masculino e feminino) constitui a prática maior dentro do Maithuna.

 Em várias escolas tantricas, podemos observar tendências diferentes em relação a ter o orgasmo ou não. A linhagem kaula, segue uma tendência na questão orgástica de madhyamika – caminho do meio – assim aceita tanto a prática com ou sem orgasmo, ou seja alguns dias ou semanas tenha o orgasmo final, outros não.

De toda forma para os praticantes iniciantes é fundamental a retenção orgástica por um período, o que aumentará o prazer final de forma transcendental. Esse é um dos segredos tantricos:

 Aumento da energia sexual na fricção dos genitais por um longo período de contato sexual sem orgasmo.

 Alguns tratados ensinam que o ideal é o acúmulo da energia orgástica, orgone ou kundalini, e não o controle seminal. Algumas escolas ensinam o contrário, que o tântrico deve reter a ejaculação de toda forma. Afirmam que o sêmen é força vital pura e deve ser mantida.

 O objetivo do coitus reservatus e fazer o sêmen se transformar em ojas uma energia que ativaria os chakras superiores (ûrdhva-reta, o sêmen em elevação).

 Apesar das opiniões diferentes cabe a você leitor praticar e chegar a uma conclusão.

 Ensina Datatreya, meu iniciador primeiro no Tantra que:

 “O Shiva (comum) busca somente o relaxamento do gozo sexual. Para o praticante tantrico isso é sexo para animais!…. Pratique sem medo, traumas e de forma lenta e meditativa… Não tenha pressa…E o maithuna transforma os praticantes em divindades vivas.”

 

TantraEyes8 

 A retenção permite a consciência corporal, aquietamento da mente, estimulo do hemisfério direito celebral, aumento de energia e consequentemente saúde. Haverá um aumento da libido e da produção de hormônios e endorfinas que reduzem o aparecimento de doenças, dores, desanimo, stress, depressão, medo e outros disturbios, a sustentação do prazer por longo tempo.

 Toda a prática tantrica que inclue-se a retenção, deve ser realizada aos poucos, Vá gradualmente aumentado o tempo de retenção.

 Observe que isso não é difícil. É bom mudar alguns paradigmas:

 Um universo de pessoas me falam que é impossível se iluminar e dificílimo reter orgasmo.

 MENTIRA!!!

 – Praticar retenção, é muito mais fácil do que parece. Se iluminar mais ainda! Aliás todos já são em Purusha – essência iluminada. O maithuna te mostra isso. Te dá a aceitação de quem você é.

 Não se deve lançar esta “cânfora” (sêmen) casualmente. É nesta substância que os ioguines têm a sua origem. Sua natureza é a do Supremo Prazer. É indestrutível e saboroso, tão difuso quanto o céu. 

 Tantra - Shiva-Shakti

Hevajra Tantra

 Dicas para a Retenção durante o ato sexual

 – Faça amor mesmo quando não houver muita exitação inicial.

– Não se deixe excitar demais durante o Maithuna. Relaxe.

– Respire profundamente com retenção longa de ar nos pulmões.

– Regule o ritmo de seus movimentos.

– Retiradas parciais do lingan.

– Toque profundo na região entre o ânus e o escroto.

– Contração demorada do ânus com retenção de ar.

– Visualizar os chakras girando no, sentido horário (como se estivessem colados em seu corpo e girando destronenamente).

 Praticar retenção durante 30 minutos no 1º dia, 1 hora no 2º, 2 horas no 3º dia e ir aumentando gradativamente,

 
Obs do Blog: Para aqueles que praticam a alquimia a muito tempo sabem perfeitamente que a pratica da retenção de 30 minutos no 1º dia, 1 hora no 2º, 2 horas no 3º dia é praticamente impossível, este domínio deve vir com anos de pratica e paciência, sincera busca interna e total entrega com amor e devoção ao sagrado, juntamente com um trabalho sério de eliminação de egos e defeitos humanos, assim realmente trazemos o céu para a terra, caso contrário daremos mais força aos nossos egos e o que era para se tornar uma prática ascendente se torna uma prática descendente e decadente para os abismos e infernos humanos.
 
Lucidez em nossas escolhas é fundamental para se percorrer esse sagrado caminho.
 

VISUALIZAÇÃO 

tantra

 Pode-se imaginar durante o ato sexual a subida de kundalini. Imagine que pela coluna vertebral sobe vindo do muladhara chakra uma forte corrente de energia laranja que quando chega ao ajnã chakra dentro do se torna-se uma linda flor de lótus aberta na cor violeta.

 Quanto mais se permanecer em excitação durante o maithuna, mais se produzirá à energia que levará Shakti Kundalini ao encontro de Shiva. Mesmo se no final da prática houver a ejaculação não há necessidade de se culpar pois já houve o prolongamento da excitação e o prazer, foi absolutamente maior.

 
 
Ps.: Nota do Blog :- Com o decorrer das praticas o casal vai se apefeiçoando até atingir a total retenção e canalização de toda essa força criadora para dentro e para cima, podendo ser usada para o beneficio e a harmonia de todo o universo que nos cerca, dentro e fora.
 
Assim se constroe uma nova era de ouro onde os Deuses voltam a viver e habitar em meio a humanidade trazendo e ancorando luz, amor e sabedoria a todo o planeta.
fonte : http://www.espacoholistico.com.br/maithu1.htm

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